Designação pela qual é conhecido o episódio de 11 de março de 1975, uma tentativa de reconfiguração do processo político revolucionário através de uma ação militar associada a setores conservadores próximos de António de Spínola. No contexto do projeto, esta data deve ser entendida como um momento de forte tensão dentro da Revolução, que contribuiu para aprofundar a mobilização social e política então em curso. A radicalização do processo revolucionário reforçou a presença de movimentos sociais em vários domínios da vida pública — entre eles a escola, a educação e o sindicalismo — num período em que, segundo o projeto, a iniciativa política se deslocou frequentemente da esfera do Estado para a dos movimentos coletivos.
