Plano de Trabalho

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O plano de ação do projeto O poder do protesto. A Revolução de Abril e a construção do movimento sindical docente português (1974–1979) (April_Unionism) organiza-se em fases articuladas, combinando revisão crítica, recolha e análise de fontes, história oral, tratamento/digitalização e disseminação científica e pública, com vista à produção de conhecimento e à disponibilização de um repositório em acesso aberto.

Fase 1

Enquadramento e Delimitação

  • Consolidação do estado da arte sobre Revolução de Abril, transição democrática no campo educativo e sindicalismo docente; definição do quadro conceptual e das categorias de análise.
  • Delimitação do corpus (1974–1979) e preparação de procedimentos de recolha, critérios de seleção e plano de tratamento documental.
  • Preparação ética e metodológica do trabalho empírico (protocolos de consentimento, salvaguardas de confidencialidade e proteção de dados).

Fontes

Documentais I

  • Identificação, localização e levantamento de documentação sindical e educativa produzida no período: avisos/circulares, ordens de trabalho, atas de plenários, relatórios, planos de atividades, programas eleitorais, cadernos reivindicativos e comunicação aos associados.
  • Recolha e organização preliminar de espólios em arquivo e em coleções pessoais, assegurando registo de proveniência, cronologia e contexto de produção.

Fontes

Documentais II

  • Sistematização de imprensa nacional e regional em base de dados analítica (eventos, atores, temas, repertórios de ação e enquadramentos discursivos).
  • Levantamento e curadoria de fontes audiovisuais pertinentes, para análise e integração no repositório.

Fase 2

História

Oral I

  • Identificação de participantes (protagonistas sindicais e docentes) e definição do plano de entrevistas de história oral.
  • Realização de entrevistas, privilegiando narrativas de experiência e esclarecimento de processos organizativos, dilemas e racionalidades de ação coletiva no pós-25 de Abril.
  • Transcrição e organização progressiva do material, com monitorização de qualidade e coerência interpretativa ao longo da recolha.

História

Oral II

  • Construção de um corpus de testemunhos com metadados (perfil, participação, contexto, tópicos) e preparação para análise temática e histórico-interpretativa.
  • Triangulação entre testemunhos e documentos (atas, programas, reivindicações, imprensa), para reconstituir processos e sustentar interpretações.

Fase 3

Repositório

Digital I

  • Tratamento, seleção e digitalização de registos memoriais e arquivos documentais (incluindo cartazes e fotografia), com critérios de catalogação e indexação.
  • Definição da arquitetura de organização da informação (estrutura, descritores, ligações temáticas), visando usabilidade científica e consulta pública.
  • Consolidação de um repositório/biblioteca digital em acesso aberto, articulado com parceiros institucionais e acervos sindicais.

Repositório

Digital II

  • Produção de conteúdos de contextualização (textos de enquadramento, notas de arquivo, seleção comentada de materiais) e integração de suportes multimodais.
  • Lançamento público do repositório e estabilização de procedimentos de atualização e preservação digital.

Disseminação

Científica e Pública

  • Produção e submissão de artigos (circulação nacional e internacional), relatórios analíticos e publicação de e-book/livro associado a resultados empíricos.
  • Apresentação de resultados em conferências e realização de conferência final do projeto, reforçando ciência pública e transferência para formação de professores.
  • Dinamização de atividades colaborativas e intergeracionais (com envolvimento de estudantes e protagonistas), em articulação com instituições académicas e parceiros do setor educativo.