Abertura marcelista

Expressão usada para designar o período inicial do governo de Marcello Caetano, a partir de 1968, marcado pela expectativa de uma liberalização do Estado Novo. Embora essa abertura tenha sido limitada e não tenha alterado o carácter autoritário do regime, criou algumas brechas políticas e sociais que permitiram o reaparecimento de dinâmicas reivindicativas em vários sectores. No caso dos professores, este contexto foi importante porque, segundo o projeto, o renascimento de um movimento reivindicativo docente nos primeiros anos da década de 1970 aproveitou precisamente essa abertura política, bem como o discurso reformista em torno da educação. Assim, no âmbito deste projeto, a abertura marcelista deve ser entendida como um antecedente do processo que conduziu à organização dos professores e, mais tarde, à criação dos seus sindicatos.